Há símbolos que não precisam ser explicados. Eles são reconhecidos. Nesta imagem, o corpo, a luz e o mar se encontram em um instante de silêncio. Sobre o peito, o Pingente Iemanjá, em ouro 18K, carrega a força daquela que habita as águas e atravessa o imaginário de tantos que encontram no mar um lugar de fé, proteção e pertencimento.
A fotografia de Marcela Figueiredo fala sobre reverenciar aquilo que nos transcende. Sobre olhar para o sagrado não apenas como algo distante, mas como uma presença que nos acompanha, que protege e que permanece junto ao corpo. A fotografia transforma esse encontro em memória. O chapéu, o movimento, a pele, o azul profundo e o ouro se tornam partes de uma mesma linguagem: a fé como algo íntimo, ancestral e vivo. Reverência é um convite para contemplar o que existe entre o visível e o invisível, aquilo que carregamos conosco mesmo quando não podemos nomear.
Uma imagem para habitar o espaço e lembrar que alguns símbolos atravessam o tempo porque carregam consigo algo maior do que a própria forma.

